Pools de liquidez e lending, com a conta que importa

A pergunta não é quanto rendeu. É se rendeu mais do que ter só segurado os tokens.

A pool bateu o HOLD?

Toda pool tem impermanent loss. A pergunta útil nunca foi "tive perda impermanente?" — sempre se tem —, e sim se as taxas coletadas cobriram essa perda. Uma pool com APR alto que perde para o simples ato de segurar os dois tokens não está rendendo, está fazendo barulho.

Informando o preço dos dois tokens no dia da abertura, o portfólio compara sua posição com a alternativa de ter ficado parado, e diz de que lado você está — em reais e em porcentagem.

O cálculo usa o desempenho relativo entre os dois tokens, não a variação de um deles. Num par SOL/ETH em que os dois dobram, não há impermanent loss nenhum — e uma conta feita só sobre o SOL diria que houve.

APR realizado, não APR anunciado

A plataforma anuncia um APR; o que interessa é o que você de fato recebeu. O portfólio anualiza as taxas efetivamente coletadas sobre o capital aplicado, pelo tempo real da posição. Os dois números costumam ser bem diferentes.

Lending com juros que compõem

Em plataformas como Aave e Kamino os juros recebidos voltam a render. O portfólio registra os juros como recebimento e os incorpora ao principal, que é como o dinheiro se comporta lá — e conta apenas o que entrou, nunca APY estimado virando lucro.

Perguntas frequentes

O que é impermanent loss, em uma frase?

É o custo de deixar o AMM rebalancear sua posição sozinho: você termina com mais do token que caiu e menos do que subiu. Só desaparece se o par voltar à proporção de preços que tinha na abertura.

Preciso informar preço de abertura?

Só se quiser a comparação com o HOLD. Sem esses preços o portfólio ainda acompanha capital, taxas e resultado — ele simplesmente não inventa um número de impermanent loss que não teria como calcular.